Promovido pela CNC e realizado em Pernambuco pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, evento abriu a programação da Semana S 2026 e reuniu cerca de 350 empresários
A abertura da Semana S do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 2026 em Pernambuco reuniu empresários, especialistas e lideranças do setor produtivo, nesta quinta-feira (15), no Recife, em uma programação dedicada às tendências e mudanças que vêm impactando o mercado. Realizado na Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, o CNC Innovation Day integrou a agenda nacional coordenada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e realizada no estado pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. Ao longo do encontro, cerca de 350 empresários pernambucanos acompanharam palestras e debate sobre inteligência artificial, cenário econômico, comportamento do consumidor e desenvolvimento sustentável.
Na abertura do encontro, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Bernardo Peixoto, destacou o papel do evento como espaço estratégico de conexão entre empresários e temas que impactam diretamente os setores do comércio, serviços e turismo. Segundo ele, o Innovation Day amplia o alcance da Semana S ao aproximar o empresariado de discussões sobre inovação, cenário econômico e tendências de mercado, em um momento de transformações aceleradas nos negócios. “Estamos abrindo a Semana S em Pernambuco com um encontro que aproxima o empresariado de discussões fundamentais sobre o atual ambiente de negócios. É uma oportunidade de refletir sobre os desafios do mercado, trocar experiências e fortalecer o papel do Sistema Comércio na geração de desenvolvimento, qualificação e oportunidades para Pernambuco”, afirmou.
Iniciando os painéis temáticos com o “CNC Innovation Day”, a especialista em inovação, futurismo e comportamento do consumidor Daniela Klaiman, defendeu que as empresas precisam se adaptar rapidamente ao avanço da inteligência artificial e às mudanças no consumo. Durante sua apresentação, Klaiman destacou que os processos de compra tendem a migrar cada vez mais para plataformas de IA e chatbots, reduzindo etapas tradicionais da jornada do consumidor. Daniela também alertou para o crescimento das fraudes digitais e defendeu que empresários utilizem não apenas dados quantitativos, mas também pesquisas qualitativas e escuta ativa para compreender tendências futuras de comportamento e antecipar decisões estratégicas no mercado. “A gente está entrando numa era de ‘AI First’. Antes falávamos de ‘Mobile First’, agora a inteligência artificial passa a conduzir comportamento, consumo e tomada de decisão. As empresas precisam entender como estarão presentes dentro dessas plataformas”, afirmou.
Em seguida, no painel “Global Voices”, o economista Fábio Giambiagi, apresentou uma análise sobre os desafios estruturais da economia brasileira e os impactos para o ambiente de negócios nos próximos anos. Em sua fala, destacou a necessidade de aumento da produtividade, adaptação tecnológica e investimentos em inovação diante de um cenário de desaceleração demográfica e crescimento econômico limitado. Giambiagi também chamou atenção para problemas históricos da economia brasileira, como déficit público, baixa produtividade e dificuldade de avanço em reformas estruturais, defendendo que empresários precisarão combinar capacidade de adaptação e disposição para investir em novas tecnologias. “O empresário vai precisar ser resiliente para enfrentar um período desafiador e corajoso para continuar investindo em tecnologia e inteligência artificial”, pontuou.
Encerrando os painéis temáticos com o “Vai Turismo”, a fotógrafa e empreendedora socioambiental Marina Klink, abordou o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento econômico e transformação social. Durante a apresentação, destacou a importância de preparar destinos turísticos com qualificação profissional, preservação ambiental e participação das comunidades locais, além de defender experiências de viagem conectadas à cultura, à natureza e ao impacto positivo nos territórios. Marina também compartilhou experiências pessoais em expedições e projetos ligados à educação, fotografia e valorização de territórios, ressaltando como essas vivências ajudaram a construir iniciativas de compartilhamento de conhecimento e incentivo ao turismo responsável. “O turista de hoje busca experiência. Mais do que conhecer um lugar, ele quer viver algo verdadeiro e levar isso consigo. Mas os destinos precisam estar preparados para receber esse visitante de forma responsável e sustentável”, afirmou.
Após os painéis, os convidados participaram de um debate mediado pelo jornalista Márcio Bonfim, conectando os temas apresentados ao longo da programação e aproximando ainda mais as discussões da realidade enfrentada pelos empresários pernambucanos. O momento reuniu reflexões sobre comportamento do consumidor, inteligência artificial, produtividade, turismo de experiência e os desafios econômicos do país.